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	<title>Comentários sobre: Eu não Apoio a HQ Nacional</title>
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	<description>Histórias em Quadrinhos</description>
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		<title>Por: Cadu Simões</title>
		<link>http://cadusimoes.com/2009/02/eu-nao-apoio-a-hq-nacional/comment-page-1/#comment-3108</link>
		<dc:creator>Cadu Simões</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 16:03:23 +0000</pubDate>
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		<description>Rick, visite o blog do Quarto Mundo: http://4mundo.com
Vc vai se surpreender com a quantidade, e sobretudo, a incrível variedade de quadrinhos que é feito hoje em dia no Brasil, nos mais diversos estilos, gêneros e temas. Há lá HQs parar todo tipo de leitor e para todo tipo de gosto. Não existe porque os quadrinistas brasileiros se limitarem a fazer um único tipo de quadrinhos, seja super-heróis, humor, romance, terror ou o que for.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rick, visite o blog do Quarto Mundo: <a href="http://4mundo.com" rel="nofollow">http://4mundo.com</a><br />
Vc vai se surpreender com a quantidade, e sobretudo, a incrível variedade de quadrinhos que é feito hoje em dia no Brasil, nos mais diversos estilos, gêneros e temas. Há lá HQs parar todo tipo de leitor e para todo tipo de gosto. Não existe porque os quadrinistas brasileiros se limitarem a fazer um único tipo de quadrinhos, seja super-heróis, humor, romance, terror ou o que for.</p>
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		<title>Por: Rick</title>
		<link>http://cadusimoes.com/2009/02/eu-nao-apoio-a-hq-nacional/comment-page-1/#comment-3107</link>
		<dc:creator>Rick</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 15:53:53 +0000</pubDate>
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		<description>Bom....Eu estou voltando a ler quadrinhos;;e sinceramente, as hqs internacionais me deixam com uma certa raiva.Não é a toa que muitos desses personagens estão &quot;migrando&quot; para o cinema...acho que passamos da hora de matar ou reinventar esta gama de cliches. Assim como Heath Ledger reinventou o Coringa de uma forma brilhante!
Quanto as hqs nacionais, bom, o que eu tenho visto ( nao sou expert no assunto ) voltam para cliches americanos ( fantasia colorida, senso de justiça incomum, e superpoderes e bla bla bla)...
ou na outra vertente, quadrinhos cheios de humor (sinceramente fica dificil rir de alguma coisa), somos o pais das tirinhas de domingo.
Falo isso como &quot;cabaço&quot; na leitura de quadrinhos, mas que todos os dias procura alguma coisa nacional de qualidade para ler ( atualmente tenho achado isso em sites menos conhecidos).
Não é a toa que fabio moon, gabriel ba e o Grampá ganham destaques internacionais e nacionais, por que será?? algums dos personagens deles usam fantasias coloridas? se usam seguem o tão conhecido cliche de super homem? a idéia é oiginal? contam historias previsiveis e comuns?
O que nao concordo e odeio, é essa ideia de apoiar a HQ nacional simplesmente porque tem gente que vive disso.Ora!! eu adoraria viver como &quot;assistidor&quot; de tv o dia inteiro&quot;..sera que alguem me apoiaria porque acha que eu estou sendo importante para alguma coisa? ou a pena falaria mais alto?  o que esta faltando então? somos nós leitores que ignoramos o mercado?
sera isso mesmo?
Vou viver de quadrinhos! ok. meu personagem vai usar roupas coloridas, ser picado por alguma coisa e ganhar superpoderes, vai ter uma identidade secreta e será muito engraçado..po!! quem aguenta isso???? chega.
Espero nao ter sido rude com minhas palavras, mas tem coisa que me irrita muito!
Só acho que devemos pensar como brasileiros, desenhar como brasileiros e não PEDIR para comprarem nossa HQ...flexibilidade na arte é essencial, sempre reinventando e nao copiando.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bom&#8230;.Eu estou voltando a ler quadrinhos;;e sinceramente, as hqs internacionais me deixam com uma certa raiva.Não é a toa que muitos desses personagens estão &#8220;migrando&#8221; para o cinema&#8230;acho que passamos da hora de matar ou reinventar esta gama de cliches. Assim como Heath Ledger reinventou o Coringa de uma forma brilhante!<br />
Quanto as hqs nacionais, bom, o que eu tenho visto ( nao sou expert no assunto ) voltam para cliches americanos ( fantasia colorida, senso de justiça incomum, e superpoderes e bla bla bla)&#8230;<br />
ou na outra vertente, quadrinhos cheios de humor (sinceramente fica dificil rir de alguma coisa), somos o pais das tirinhas de domingo.<br />
Falo isso como &#8220;cabaço&#8221; na leitura de quadrinhos, mas que todos os dias procura alguma coisa nacional de qualidade para ler ( atualmente tenho achado isso em sites menos conhecidos).<br />
Não é a toa que fabio moon, gabriel ba e o Grampá ganham destaques internacionais e nacionais, por que será?? algums dos personagens deles usam fantasias coloridas? se usam seguem o tão conhecido cliche de super homem? a idéia é oiginal? contam historias previsiveis e comuns?<br />
O que nao concordo e odeio, é essa ideia de apoiar a HQ nacional simplesmente porque tem gente que vive disso.Ora!! eu adoraria viver como &#8220;assistidor&#8221; de tv o dia inteiro&#8221;..sera que alguem me apoiaria porque acha que eu estou sendo importante para alguma coisa? ou a pena falaria mais alto?  o que esta faltando então? somos nós leitores que ignoramos o mercado?<br />
sera isso mesmo?<br />
Vou viver de quadrinhos! ok. meu personagem vai usar roupas coloridas, ser picado por alguma coisa e ganhar superpoderes, vai ter uma identidade secreta e será muito engraçado..po!! quem aguenta isso???? chega.<br />
Espero nao ter sido rude com minhas palavras, mas tem coisa que me irrita muito!<br />
Só acho que devemos pensar como brasileiros, desenhar como brasileiros e não PEDIR para comprarem nossa HQ&#8230;flexibilidade na arte é essencial, sempre reinventando e nao copiando.</p>
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	<item>
		<title>Por: Eu Apoio a HQ Nacional &#124; Homem-Grilo</title>
		<link>http://cadusimoes.com/2009/02/eu-nao-apoio-a-hq-nacional/comment-page-1/#comment-2219</link>
		<dc:creator>Eu Apoio a HQ Nacional &#124; Homem-Grilo</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 15:07:41 +0000</pubDate>
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		<description>[...] No entanto, acredito que uma campanha de apoio as HQs nacionais poderia ser mais prática, e meus comentários mais detalhados a respeito disso podem ser lido nesse post que fiz na Grilo Caverna. [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] No entanto, acredito que uma campanha de apoio as HQs nacionais poderia ser mais prática, e meus comentários mais detalhados a respeito disso podem ser lido nesse post que fiz na Grilo Caverna. [...]</p>
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	<item>
		<title>Por: Marcelo Lima</title>
		<link>http://cadusimoes.com/2009/02/eu-nao-apoio-a-hq-nacional/comment-page-1/#comment-2202</link>
		<dc:creator>Marcelo Lima</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Feb 2009 04:41:06 +0000</pubDate>
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		<description>Cadu,

Desculpe se confundi o coletivo 4mundo e você, não foi a intenção. Reli com calma o Manifesto e sua opinião em relação a Lei de Sturgeon ganha uma nuance diferente aqui.

Bem, quanto a análise qualitativa da obra de arte, divergimos nos nossos pensamentos. Defendo que talvez possamos analisar em termos de elementos a poética da obra, mas esteticamente não podemos. Assim, somos capazes de emitir um parecer  técnico sobre um quadrinho, filme, etc, mas este é apenas um viés de observação da obra, dentre outros. O juízo de qualidade advém tanto da crítica quanto dos demais receptores. E, para a recepção, algo de pessoal importa. Quando você faz seus quadrinhos, você tanto os executa quanto é o primeiro leitor dela. É através de um jogo entre o pessoal e o que se espera do público leitor que gerará o quadrinho. Então, porque excluir um aspecto pessoal na hora de qualificar uma HQ? Outra, as qualidades da obra giram em torno dela própria, mas são alimentadas por questões externas a ela, que ampliam o escopo de maneiras de se ver a obra. Por exemplo, certas obras carregam valores históricos/religiosos dentro dela e só podem ser compreendidas desvelando-se esses valores.

Lembro de uma frase dita por um professor meu de Análise Fílmica: &quot;Existem infinitos motivos para se assistir e gostar de um filme e todos eles são justificáveis&quot;. Apesar de estudarmos análise técnica de filmes, ainda assim havia sempre uma abertura para saber que a qualidade da obra vem da convergência de vários olhares, sem desprezar o lado técnico, claro.

Quanto a Lei de Sturgeon, continuo achando-a pessimista, adorniana. Como diz Néstor Garcia Canclini, o consumo serve para pensar. Quando paramos pra ver o consumo desses 90%, notamos que as relações do consumidor com o produto acontecem de maneiras tão diferentes que não dá pra afirmar necessariamente que 90% delas são porcaria. Creio que a coisa é mais embaixo, bem mais embaixo, em relação a isso. As análises costumam ser feitas por pessoas com um conhecimento muito amplo sobre a produção das obras, mas às vezes pouco interesse de saber como as pessoas lêem elas - não estou dizendo que é seu caso.

Portanto, acredito que o mercado cultural não é tão simples como se diz na &quot;Indústria Cultural&quot; por exemplo.O consumidor deve ser pensado não apenas como classe A, B, C e D. E, geralmente as obras de grandes empresas e produtoras (tipo Hollywood, Marvel, etc.) são tecnicamente bem executadas, seguem proporções harmoniosas na produção artística, embora enfadonhos para algumas pessoas - meu caso e, aposto, que o seu. Portanto a análise técnica não é a preponderante para dar qualidade à obra.

Apesar de me diferenciar nessas opiniões, não sou contra seu manifesto em prol da qualidade das HQs nacionais. Não me posicionaria como você, mas creio que nenhuma opinião deva ser desprezada. Mas, como você, quero bastante que o mercado de quadrinhos vá pra frente. É bom para nós, quadrinhistas-leitores e para os leitores, em geral.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cadu,</p>
<p>Desculpe se confundi o coletivo 4mundo e você, não foi a intenção. Reli com calma o Manifesto e sua opinião em relação a Lei de Sturgeon ganha uma nuance diferente aqui.</p>
<p>Bem, quanto a análise qualitativa da obra de arte, divergimos nos nossos pensamentos. Defendo que talvez possamos analisar em termos de elementos a poética da obra, mas esteticamente não podemos. Assim, somos capazes de emitir um parecer  técnico sobre um quadrinho, filme, etc, mas este é apenas um viés de observação da obra, dentre outros. O juízo de qualidade advém tanto da crítica quanto dos demais receptores. E, para a recepção, algo de pessoal importa. Quando você faz seus quadrinhos, você tanto os executa quanto é o primeiro leitor dela. É através de um jogo entre o pessoal e o que se espera do público leitor que gerará o quadrinho. Então, porque excluir um aspecto pessoal na hora de qualificar uma HQ? Outra, as qualidades da obra giram em torno dela própria, mas são alimentadas por questões externas a ela, que ampliam o escopo de maneiras de se ver a obra. Por exemplo, certas obras carregam valores históricos/religiosos dentro dela e só podem ser compreendidas desvelando-se esses valores.</p>
<p>Lembro de uma frase dita por um professor meu de Análise Fílmica: &#8220;Existem infinitos motivos para se assistir e gostar de um filme e todos eles são justificáveis&#8221;. Apesar de estudarmos análise técnica de filmes, ainda assim havia sempre uma abertura para saber que a qualidade da obra vem da convergência de vários olhares, sem desprezar o lado técnico, claro.</p>
<p>Quanto a Lei de Sturgeon, continuo achando-a pessimista, adorniana. Como diz Néstor Garcia Canclini, o consumo serve para pensar. Quando paramos pra ver o consumo desses 90%, notamos que as relações do consumidor com o produto acontecem de maneiras tão diferentes que não dá pra afirmar necessariamente que 90% delas são porcaria. Creio que a coisa é mais embaixo, bem mais embaixo, em relação a isso. As análises costumam ser feitas por pessoas com um conhecimento muito amplo sobre a produção das obras, mas às vezes pouco interesse de saber como as pessoas lêem elas &#8211; não estou dizendo que é seu caso.</p>
<p>Portanto, acredito que o mercado cultural não é tão simples como se diz na &#8220;Indústria Cultural&#8221; por exemplo.O consumidor deve ser pensado não apenas como classe A, B, C e D. E, geralmente as obras de grandes empresas e produtoras (tipo Hollywood, Marvel, etc.) são tecnicamente bem executadas, seguem proporções harmoniosas na produção artística, embora enfadonhos para algumas pessoas &#8211; meu caso e, aposto, que o seu. Portanto a análise técnica não é a preponderante para dar qualidade à obra.</p>
<p>Apesar de me diferenciar nessas opiniões, não sou contra seu manifesto em prol da qualidade das HQs nacionais. Não me posicionaria como você, mas creio que nenhuma opinião deva ser desprezada. Mas, como você, quero bastante que o mercado de quadrinhos vá pra frente. É bom para nós, quadrinhistas-leitores e para os leitores, em geral.</p>
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	<item>
		<title>Por: Cadu Simões</title>
		<link>http://cadusimoes.com/2009/02/eu-nao-apoio-a-hq-nacional/comment-page-1/#comment-2199</link>
		<dc:creator>Cadu Simões</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 16:30:24 +0000</pubDate>
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		<description>Marcelo, primeiro, não há dificuldade nenhuma em julgar se um quadrinho é de qualidade ou não. Para isso, basta apenas ter conhecimento dos elementos técnicos-literários que formam uma história e de como eles devem ser articulados para construção de uma boa obra dentro de um determinado estilo, gênero, ou escola artística. A partir disso, é fácil julgar por exemplo quando uma narrativa está fluente ou sem dinâmica, quando os personagens são bons ou estão mal construídos, quando os diálogos estão bem feitos ou estão mal executados, e por aí vai. Além de é claro, analisar qual é a proposta e objetivo da obra e vereficar se ela está cumprindo ao que se propôs. É assim que se separa as boas obras, das ruins, e isso é feito a partir puramente da análise dos elementos técnicos-literários, e isso independe de seu gosto pessoal. Eu por exemplo não gosto da poesia lírica helenistica, mas isso não me impede de ser capaz de distinguir dentro desse gênero as boas obras das ruins, através da análise dos seus elementos literários constituintes.

O leitor comum, obviamente, não saberá separar seu gosto pessoal das qualidades intrisecas de uma obra a partir de uma análise técnica-literária como eu faço, pois ele não possui necessariamente os conhecimentos acadêmicos e literários que eu possuo. No entanto, ele saberá identificar, ainda que não de forma clara e sistemática como eu, quando uma história dentro de um determinado gênero da qual ele goste está bem feita, ou não. E ele faz isso por comparação com outras obras que ele leu. Então quanto mais um leitor lê um gênero, mais exigente ele fica, e mais qualidade nas obras ele quer. Mas justamente por ele fazer seu julgamento apenas por comparação e não por análise técnica, ele só é capaz de analisar a qualidade das obras dentro do gênero que ele aprecia, pois é o gênero que ele lê e reconhece os códigos. Dos gêneros que ele não lê, ele é incapaz de reconhecer os códigos, e portanto não conseguirá a princípio distinguir se uma obra dentro daquele gêneros é boa ou ruim, podendo julgar todas erroneamente como ruins.

O mundo ideal seria aquele em que todo mundo tivesse conhecimento literário pra analisar obras dentro de qualquer gênero, estilo ou escola artítica, para assim não cometer o erro de julgar as obras a partir unicamente de seu gosto pessoal. Mas como eu disse, esse seria o ideal. De todo modo, em ambos os casos, tanto da pessoa que possui conhecimentos literários, quanto do leitor comum, há sim uma capacidade de distinção entre as obras boas e as ruins, ainda que no caso do leitor comum ela se limite apenas as obras dentro do gênero que ele lê e aprecia.


Segundo, não confuda minha opinião pessoal com os objetivos do 4mundo, eles não são necessariamente as mesmas coisas. Apoiar os quadrinhos nacionais de qualidade não é uma campanha do 4mundo, mas sim minha. Este é meu blog pessoal, e não do 4mundo.

Já o objetivo do 4mundo é incentivar o aumento da produção de quadrinhos, independente de um julgamento inicial de qualidade, pois a própria produção em si forçará ao aumento da qualidade das obras através da dinâmica do próprio mercado cultural, como está explicada mais claramente no Manifesto (além do fato de que a própria prática de fazer quadrinhos já conduz o quadrinista ao aperfeiçoamento técnico). 

E a ação do 4mundo, ao menos numa primeira etapa que irá durar cerca de cinco anos, é jogar no mercado o maior número possível de publicações, e dos mais variados gêneros e estilos, para que os próprios leitores específicos de cada tipo de publicação possam avaliar e julgar qual delas são boas e irão sobreviver, e qual delas são ruins e irão padecer. E esse julgamento dos leitores funciona de acordo com a dinâmica da comparação de leituras dentro do gênero que ele aprecia, e que foi explicada anteriormente.


Por fim, não vejo nada de apocalíptico na Lei de Sturgeon, já que o funcionamento dos mercados culturais sempre foi assim, sempre será, e isso nunca impediu os autores de produzirem e os mercados de continuarem existindo.

É claro que a Lei de Sturgeon é hiperbólica e eu mesmo já aviso, tanto neste post quanto no Manifesto, que é pra não se ater aos números, pois eles não são exatos e absolutos. O que as pessoas devem se ater é ao príncipio básico, que é o seguinte: em qualquer mercado cultural sempre haverá uma quantidade mínima de obras geniais diante de uma gigantesca quantidade de obras que variam de medianas a ruins. Isso é fato e pode ser atestado através da análise de qualquer mercado cultural de qualquer país. E não há nada de ruim ou apocalíptico nisso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Marcelo, primeiro, não há dificuldade nenhuma em julgar se um quadrinho é de qualidade ou não. Para isso, basta apenas ter conhecimento dos elementos técnicos-literários que formam uma história e de como eles devem ser articulados para construção de uma boa obra dentro de um determinado estilo, gênero, ou escola artística. A partir disso, é fácil julgar por exemplo quando uma narrativa está fluente ou sem dinâmica, quando os personagens são bons ou estão mal construídos, quando os diálogos estão bem feitos ou estão mal executados, e por aí vai. Além de é claro, analisar qual é a proposta e objetivo da obra e vereficar se ela está cumprindo ao que se propôs. É assim que se separa as boas obras, das ruins, e isso é feito a partir puramente da análise dos elementos técnicos-literários, e isso independe de seu gosto pessoal. Eu por exemplo não gosto da poesia lírica helenistica, mas isso não me impede de ser capaz de distinguir dentro desse gênero as boas obras das ruins, através da análise dos seus elementos literários constituintes.</p>
<p>O leitor comum, obviamente, não saberá separar seu gosto pessoal das qualidades intrisecas de uma obra a partir de uma análise técnica-literária como eu faço, pois ele não possui necessariamente os conhecimentos acadêmicos e literários que eu possuo. No entanto, ele saberá identificar, ainda que não de forma clara e sistemática como eu, quando uma história dentro de um determinado gênero da qual ele goste está bem feita, ou não. E ele faz isso por comparação com outras obras que ele leu. Então quanto mais um leitor lê um gênero, mais exigente ele fica, e mais qualidade nas obras ele quer. Mas justamente por ele fazer seu julgamento apenas por comparação e não por análise técnica, ele só é capaz de analisar a qualidade das obras dentro do gênero que ele aprecia, pois é o gênero que ele lê e reconhece os códigos. Dos gêneros que ele não lê, ele é incapaz de reconhecer os códigos, e portanto não conseguirá a princípio distinguir se uma obra dentro daquele gêneros é boa ou ruim, podendo julgar todas erroneamente como ruins.</p>
<p>O mundo ideal seria aquele em que todo mundo tivesse conhecimento literário pra analisar obras dentro de qualquer gênero, estilo ou escola artítica, para assim não cometer o erro de julgar as obras a partir unicamente de seu gosto pessoal. Mas como eu disse, esse seria o ideal. De todo modo, em ambos os casos, tanto da pessoa que possui conhecimentos literários, quanto do leitor comum, há sim uma capacidade de distinção entre as obras boas e as ruins, ainda que no caso do leitor comum ela se limite apenas as obras dentro do gênero que ele lê e aprecia.</p>
<p>Segundo, não confuda minha opinião pessoal com os objetivos do 4mundo, eles não são necessariamente as mesmas coisas. Apoiar os quadrinhos nacionais de qualidade não é uma campanha do 4mundo, mas sim minha. Este é meu blog pessoal, e não do 4mundo.</p>
<p>Já o objetivo do 4mundo é incentivar o aumento da produção de quadrinhos, independente de um julgamento inicial de qualidade, pois a própria produção em si forçará ao aumento da qualidade das obras através da dinâmica do próprio mercado cultural, como está explicada mais claramente no Manifesto (além do fato de que a própria prática de fazer quadrinhos já conduz o quadrinista ao aperfeiçoamento técnico). </p>
<p>E a ação do 4mundo, ao menos numa primeira etapa que irá durar cerca de cinco anos, é jogar no mercado o maior número possível de publicações, e dos mais variados gêneros e estilos, para que os próprios leitores específicos de cada tipo de publicação possam avaliar e julgar qual delas são boas e irão sobreviver, e qual delas são ruins e irão padecer. E esse julgamento dos leitores funciona de acordo com a dinâmica da comparação de leituras dentro do gênero que ele aprecia, e que foi explicada anteriormente.</p>
<p>Por fim, não vejo nada de apocalíptico na Lei de Sturgeon, já que o funcionamento dos mercados culturais sempre foi assim, sempre será, e isso nunca impediu os autores de produzirem e os mercados de continuarem existindo.</p>
<p>É claro que a Lei de Sturgeon é hiperbólica e eu mesmo já aviso, tanto neste post quanto no Manifesto, que é pra não se ater aos números, pois eles não são exatos e absolutos. O que as pessoas devem se ater é ao príncipio básico, que é o seguinte: em qualquer mercado cultural sempre haverá uma quantidade mínima de obras geniais diante de uma gigantesca quantidade de obras que variam de medianas a ruins. Isso é fato e pode ser atestado através da análise de qualquer mercado cultural de qualquer país. E não há nada de ruim ou apocalíptico nisso.</p>
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		<title>Por: Marcelo Lima</title>
		<link>http://cadusimoes.com/2009/02/eu-nao-apoio-a-hq-nacional/comment-page-1/#comment-2198</link>
		<dc:creator>Marcelo Lima</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 14:40:18 +0000</pubDate>
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		<description>Olá Cadu,

O seu artigo tem um grande valor pelo engajamento e preocupação com as HQs nacionais, parabéns.

Mas, além disso, gostaria de dizer que discordo de alguns pontos que você expõe.

Primeiro, que é interessante apoiar os &quot;quadrinhos nacionais com qualidade&quot;, mas muito difícil julgar o que seriam &quot;quadrinhos nacionais com qualidade&quot;. Ainda mais quando muitos leitores brasileiros ainda dividem quadrinhos entre os de super-heróis e os outros. Assim há leitores que ficam do lado do gênero e criticam todo o restante dos quadrinhos e aqueles que apóiam o que chamam de &quot;alternativo&quot; e se posicionam contra um gênero (super-herói). Apelar para a defesa do quadrinho com qualidade pode ser arriscado em um país que nem mercado direito tem. Por isso, em termos de ação, você mesmo acaba desistindo do apoio ao quadrinho de qualidade e reivindica aumento da produção quantitativa dos quadrinhos. Na verdade, a circulação e aumento da produção dos quadrinhos nacionais é o que há de mais importante na atividade do 4º Mundo. Reivindicar qualidade não deve ser uma campanha do 4º Mundo, uma vez que o coletivo não é uma editora, nem representa os leitores - estes, sim, que podem cobrar qualidade.

Creio que a reflexão sobre a Lei de Sturgeon tem de se aprimorar mais. O que você coloca em evidência a partir dela - sempre haverá mais porcaria que bons produtos - é uma conclusão apocalíptica que pode gerar consequências distantes do seu objetivo de defender quadrinhos bem-feitos. Primeiro, porque não se pode pensar o mercado como números puros (90% vs 10%), nem se apóiar em conceitos tão retrógados quanto &quot;arte boa&quot; e &quot;arte ruim&quot;. Segundo, se há produção de produtos considerados como &quot;lixo&quot; é porque, provavelmente, há dinâmica de circulação, eles vendem, e isso é importante para qualquer mercado. O consumo é essencial, e é culpa do leitor e do autor/leitor. Ou seja, não é possível cobrar de apenas uma parte uma mudança. As pessoas vão comprar o que gostam ou lhe atraem, muitas vezes sem pensar na palavra &quot;qualidade&quot;. Nesse sentido, o conceito de &quot;Cauda Longa&quot;, que você menciona no manifesto, é bem mais rico, pois saca que os quadrinhos funcionam de maneiras diferentes, porém similares, para leitores diversos.

Portanto, acho um risco apoiar os quadrinhos nacionais com qualidade. Antes de tudo, apoio a circulação dos quadrinhos, a produção ampliada, promoção de debates e discussões para aproximar os leitores dos autores, estudos acadêmicos sobre as obras e discussão delas pelos leitores - os dois únicos caminhos, ainda incertos, de julgar uma obra. Defender as obras nacionais de qualidade, em um mercado ainda tão pequeno, deveria ficar para segundo plano.

Por fim, reitero que seu engajamento é importante, principalmente porque ao final do artigo você defendeu boas idéias para serem assumidas pelos leitores de quadrinhos nacionais, como dar de presente a alguém. Essas idéias podem ser efetivadas sim e representam um ato de apoio aos quadrinhos brasileiros, sejam eles de qualidade ou não, nacionalistas ou não.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Cadu,</p>
<p>O seu artigo tem um grande valor pelo engajamento e preocupação com as HQs nacionais, parabéns.</p>
<p>Mas, além disso, gostaria de dizer que discordo de alguns pontos que você expõe.</p>
<p>Primeiro, que é interessante apoiar os &#8220;quadrinhos nacionais com qualidade&#8221;, mas muito difícil julgar o que seriam &#8220;quadrinhos nacionais com qualidade&#8221;. Ainda mais quando muitos leitores brasileiros ainda dividem quadrinhos entre os de super-heróis e os outros. Assim há leitores que ficam do lado do gênero e criticam todo o restante dos quadrinhos e aqueles que apóiam o que chamam de &#8220;alternativo&#8221; e se posicionam contra um gênero (super-herói). Apelar para a defesa do quadrinho com qualidade pode ser arriscado em um país que nem mercado direito tem. Por isso, em termos de ação, você mesmo acaba desistindo do apoio ao quadrinho de qualidade e reivindica aumento da produção quantitativa dos quadrinhos. Na verdade, a circulação e aumento da produção dos quadrinhos nacionais é o que há de mais importante na atividade do 4º Mundo. Reivindicar qualidade não deve ser uma campanha do 4º Mundo, uma vez que o coletivo não é uma editora, nem representa os leitores &#8211; estes, sim, que podem cobrar qualidade.</p>
<p>Creio que a reflexão sobre a Lei de Sturgeon tem de se aprimorar mais. O que você coloca em evidência a partir dela &#8211; sempre haverá mais porcaria que bons produtos &#8211; é uma conclusão apocalíptica que pode gerar consequências distantes do seu objetivo de defender quadrinhos bem-feitos. Primeiro, porque não se pode pensar o mercado como números puros (90% vs 10%), nem se apóiar em conceitos tão retrógados quanto &#8220;arte boa&#8221; e &#8220;arte ruim&#8221;. Segundo, se há produção de produtos considerados como &#8220;lixo&#8221; é porque, provavelmente, há dinâmica de circulação, eles vendem, e isso é importante para qualquer mercado. O consumo é essencial, e é culpa do leitor e do autor/leitor. Ou seja, não é possível cobrar de apenas uma parte uma mudança. As pessoas vão comprar o que gostam ou lhe atraem, muitas vezes sem pensar na palavra &#8220;qualidade&#8221;. Nesse sentido, o conceito de &#8220;Cauda Longa&#8221;, que você menciona no manifesto, é bem mais rico, pois saca que os quadrinhos funcionam de maneiras diferentes, porém similares, para leitores diversos.</p>
<p>Portanto, acho um risco apoiar os quadrinhos nacionais com qualidade. Antes de tudo, apoio a circulação dos quadrinhos, a produção ampliada, promoção de debates e discussões para aproximar os leitores dos autores, estudos acadêmicos sobre as obras e discussão delas pelos leitores &#8211; os dois únicos caminhos, ainda incertos, de julgar uma obra. Defender as obras nacionais de qualidade, em um mercado ainda tão pequeno, deveria ficar para segundo plano.</p>
<p>Por fim, reitero que seu engajamento é importante, principalmente porque ao final do artigo você defendeu boas idéias para serem assumidas pelos leitores de quadrinhos nacionais, como dar de presente a alguém. Essas idéias podem ser efetivadas sim e representam um ato de apoio aos quadrinhos brasileiros, sejam eles de qualidade ou não, nacionalistas ou não.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Hexamethylene</title>
		<link>http://cadusimoes.com/2009/02/eu-nao-apoio-a-hq-nacional/comment-page-1/#comment-2193</link>
		<dc:creator>Hexamethylene</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 00:14:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://grilocaverna.homemgrilo.com/2009/02/08/eu-nao-apoio-a-hq-nacional/#comment-2193</guid>
		<description>E deveríamos extinguir a CQB. Eles falam muita besteira sem saber e ao invés de correr atrás de seus objetivos ficam se bajulando mutuamente e espalhando asneiras.

Berram aos quatro cantos que mangá incentiva o estupro e a pedofilia (Segundo palavras de Emir Ribeiro) e que os americanos roubam suas idéias (Rod Gonzalez), mas só fazem porcaria obsoleta e queimam ainda mais nosso filme perante todo esse mundo das histórias em quadrinhos.

Quando nós nos livrarmos desse antro de cavernosos imbecis que é a CQB o quadrinho nacional dará um grande salto a frente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E deveríamos extinguir a CQB. Eles falam muita besteira sem saber e ao invés de correr atrás de seus objetivos ficam se bajulando mutuamente e espalhando asneiras.</p>
<p>Berram aos quatro cantos que mangá incentiva o estupro e a pedofilia (Segundo palavras de Emir Ribeiro) e que os americanos roubam suas idéias (Rod Gonzalez), mas só fazem porcaria obsoleta e queimam ainda mais nosso filme perante todo esse mundo das histórias em quadrinhos.</p>
<p>Quando nós nos livrarmos desse antro de cavernosos imbecis que é a CQB o quadrinho nacional dará um grande salto a frente.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Cadu Simões</title>
		<link>http://cadusimoes.com/2009/02/eu-nao-apoio-a-hq-nacional/comment-page-1/#comment-2187</link>
		<dc:creator>Cadu Simões</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2009 05:12:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://grilocaverna.homemgrilo.com/2009/02/08/eu-nao-apoio-a-hq-nacional/#comment-2187</guid>
		<description>Cara, não existe isso de o autor ter que saber o que as pessoas querem ler, como se ele fosse capaz de ler a mentes das pessoas ou como se todo mundo tivesse gostos iguais. 

Não importa que tipo de história você faz, pra qualquer gênero, estilo, ou escola de quadrinhos, existe público leitor pra ela, às vezes mais, às vezes menos, mas existe. O autor só tem que saber como encontrá-los e cativá-los. 

Então se eu faço quadrinhos de romance, não adianta eu ficar correndo atrás dos leitores de super-heróis, eles não são o meu público. Assim como se eu faço história de super-heróis não adianta tentar vender meus quadrinhos pra quem curte romance. 

Cada quadrinhos tem seu público certo e o autor tem que saber como conquistá-lo. Isso que é de fato ter visão de mercado. E não ficar tentando advinhar o que as pessoas querem, como se o mercado fosse formado por um bloco uniforme e homogêneo de pessoas com os mesmos gostos. Isso não existe.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara, não existe isso de o autor ter que saber o que as pessoas querem ler, como se ele fosse capaz de ler a mentes das pessoas ou como se todo mundo tivesse gostos iguais. </p>
<p>Não importa que tipo de história você faz, pra qualquer gênero, estilo, ou escola de quadrinhos, existe público leitor pra ela, às vezes mais, às vezes menos, mas existe. O autor só tem que saber como encontrá-los e cativá-los. </p>
<p>Então se eu faço quadrinhos de romance, não adianta eu ficar correndo atrás dos leitores de super-heróis, eles não são o meu público. Assim como se eu faço história de super-heróis não adianta tentar vender meus quadrinhos pra quem curte romance. </p>
<p>Cada quadrinhos tem seu público certo e o autor tem que saber como conquistá-lo. Isso que é de fato ter visão de mercado. E não ficar tentando advinhar o que as pessoas querem, como se o mercado fosse formado por um bloco uniforme e homogêneo de pessoas com os mesmos gostos. Isso não existe.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Hexamethylene</title>
		<link>http://cadusimoes.com/2009/02/eu-nao-apoio-a-hq-nacional/comment-page-1/#comment-2185</link>
		<dc:creator>Hexamethylene</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2009 04:43:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://grilocaverna.homemgrilo.com/2009/02/08/eu-nao-apoio-a-hq-nacional/#comment-2185</guid>
		<description>Não creio que seja questão de simplesmente apoiar o quadrinho nacional. 

Não se trata de preconceito ou de sonhos. É preciso ter visão de mercado. O autor deve saber o que os fãs querem ler.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não creio que seja questão de simplesmente apoiar o quadrinho nacional. </p>
<p>Não se trata de preconceito ou de sonhos. É preciso ter visão de mercado. O autor deve saber o que os fãs querem ler.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: C.George</title>
		<link>http://cadusimoes.com/2009/02/eu-nao-apoio-a-hq-nacional/comment-page-1/#comment-2082</link>
		<dc:creator>C.George</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Feb 2009 01:40:28 +0000</pubDate>
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		<description>Cadu, para completar seu pensamento, tenho visto muito disto:

Comunidade que trabalham com quadrinhos 30.000
Na mesma comunidade que lêem quadrinhos 00.030

E não é só quadrinhos nacionais e sim qualquer quadrinhos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cadu, para completar seu pensamento, tenho visto muito disto:</p>
<p>Comunidade que trabalham com quadrinhos 30.000<br />
Na mesma comunidade que lêem quadrinhos 00.030</p>
<p>E não é só quadrinhos nacionais e sim qualquer quadrinhos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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