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	<title>Cadu Simões &#187; André Dhamer</title>
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	<description>Histórias em Quadrinhos</description>
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		<title>A Internet e os Quadrinhos Independentes</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Apr 2007 06:09:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu Simões</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;As editoras sempre contam a triste história do monopólio da distribuição. Acham que são donas do mundo por dominarem esta distribuição. Pagam mal ao autor, são atravessadores mesmo. Com a Internet, isto acabou. Se você tem capacidade de se organizar e se o seu trabalho é bom de verdade, vai dar para você viver dele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;As editoras sempre contam a triste história do monopólio da distribuição. Acham que são donas do mundo por dominarem esta distribuição. Pagam mal ao autor, são atravessadores mesmo. Com a Internet, isto acabou. Se você tem capacidade de se organizar e se o seu trabalho é bom de verdade, vai dar para você viver dele de maneira independente e digna. Eu vendo centenas de livros e camisas todo mês sozinho. Centenas mesmo. A diferença? Eu ganho 65% do custo dos produtos, e não 4%, que é o que ganha um quadrinhista que assina contratos com esta gente. Não tem muito mistério: um site com boleto e cartão, uma tiragem pequena e correios&#8230;&#8221;</p></blockquote>
<p>Essa citação que fiz aí em cima é do <strong>André Dahmer</strong>, criador dos <a href="http://www.malvados.com.br/" target="_blank">Malvados</a>, de uma <a href="http://www.bigorna.net/index.php?secao=entrevistas&amp;id=1165978119" target="_blank">entrevista que ele deu para o site Bigorna</a> no fim do ano passado. Neste trecho que citei, Dhamer defende sua opção por publicar seus quadrinhos de forma independente e o quanto isso é vantajoso. Tanto é que cada vez mais quadrinistas vem optando pela publicação independente. E por que isso?</p>
<p>O próprio Dhamer já dá a resposta; por causa da Internet. Um dos maiores obstáculos que um quadrinistas independente enfrenta é a venda e distribuição de seus quadrinhos. E quando falamos de um país continental como o Brasil, o problema se agrava ainda mais. Mas a Internet praticamente elimina este obstáculo. Principalmente porque permite ao quadrinistas independente por em prática a teoria da <a href="http://www.techbits.com.br/2006/08/21/a-cauda-longa/" target="_blank">Cauda Longa</a>, como bem explica o <a href="http://www.leonardosantana.com.br/" target="_blank">Leonardo Santana</a> em <a href="http://www.bigorna.net/index.php?secao=colunavertebral&amp;id=1172449177" target="_blank">uma de suas coluna no Bigorna</a>. Ou seja, venda pela Internet de revistas de baixa tiragem para um público de nicho a um custo muito baixo. E é o que vem sendo colocado em prática pelo próprio Leonardo Santana na <a href="http://www.bodegadoleo.com" target="_blank">Bodega</a>, sua recém inaugurada loja virtual, e também pelo seu xará <a href="http://www.inteligivel.com/" target="_blank">Leonardo Pascoal</a> e pelo <strong>Wellington Srbek</strong> na <a href="http://www.maisquadrinhos.com.br/" target="_blank">MaisQuadrinhos</a>.</p>
<p>Que a Internet facilita a vida do quadrinista independente em tirar uns trocados com seus quadrinhos, não há dúvidas. Mas até agora estamos falando da utilização da Internet pra vender quadrinhos impressos. Será que é possível ganhar dinheiro também com quadrinhos no formato digital (ou webcomics como alguns preferem chamar)?</p>
<p>Esta bola das webcomics já havia sido levantada pelo <a href="http://pablocasado.blogsome.com/2006/12/18/quadrinhos-internet" target="_blank">Pablo Casado</a> no fim do ano passado e voltou a ser levantada recentemente pelo <a href="http://urobouro.blogspot.com/2007/04/quadrinhos-na-rede-e-uma-idia-no-de.html" target="_blank">Marcio Massula</a>. Ambos estão na mesma frequência de pensamento que eu, ou seja, considerando os webcomics como, mais do que o futuro, o presente dos quadrinhos. Não estou dizendo com isso que os quadrinhos impressos deixarão de existir, longe disso. A questão é que cada vez mais o formato digital está se tornando um modo viável financeiramente de se produzir hqs.</p>
<p><a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/2007/n01022007_06.cfm" target="_blank">Uma notícia publicada pelo Pablo no Universo HQ</a> no começo deste ano fala sobre a queda das vendas de quadrinhos no mercado japonês, ao mesmo tempo em que a distribuição dos mangás em formato digital vem crescendo, principalmente pela facilidade que os japoneses tem em baixar esses mangás em seus celulares para lê-los nos aparelhinhos. Quer dizer, se o Japão, que é um dos maiores mercados de quadrinhos do mundo, está apontando para essa direção dos quadrinhos digitais, o que dirá de outros mercados bem menores.</p>
<p>O Japão, é claro, possui essa vantagem da tecnologia em relação aos outros países. Acredito que o custo de um celular lá deva ser relativamente barato e qualquer japinha pode ter um, o que facilita a propagação das webcomics. Aqui no Brasil, por exemplo, as pessoas têm que ler as webcomics sentadas em frente do monitor de seus computadores, o que é um tanto desconfortável. Eu mesmo, apesar de publicar <a href="http://cadusimoes.com/categoria/quadrinhos/">minhas HQs na Internet</a>, acho incrivelmente chato ler uma HQ no monitor do micro, principalmente se for muito longa. Por isso, em geral, leio apenas tiras pela Internet.</p>
<p>Mas o que tenho percebido, principalmente pelos meus alunos de quinta a oitava série, é que essa “geração digital”, que já nasceu num mundo onde a Internet comercial já existia, estão muito mais habituados a ler quadrinhos no computador, sejam <em>scans</em> ou webcomics, do que aqueles que pertencem a gerações mais velhas, ainda muito apegados ao mundo analógico. E é nessa geração digital que os quadrinistas independentes devem prestar atenção, pois dela virá os seus futuros leitores.</p>
<p>Pois bem, a essa hora você já deve estar se perguntando, se é possível ganhar dinheiro com webcomics, como então fazer isso? Existem dois modelos principais pra se comercializar quadrinhos digitais. O primeiro é disponibilizando as hqs num formato como o <em>pdf</em> ou o <em>cbr</em>, e cobrar pelo download delas. Eu, no entanto, acredito que este modelo de cobrar pelo download não daria muito certo aqui no Brasil, o que nos leva ao segundo modelo, que é o de disponibilizar as hqs de graça e faturar a grana através de <em>merchandising</em>, ou seja, vendendo produtos que levem a marca de suas hqs e personagens.</p>
<p>Este é o modelo que foi adotado por várias webcomics de sucesso lá fora como <a href="http://www.pvponline.com/" target="_blank">PvPonline</a>, <a href="http://www.cad-comic.com/" target="_blank">Ctrl+Alt+Del</a>, <a href="http://www.penny-arcade.com/" target="_blank">Penny-Arcade</a>, <a href="http://www.reallifecomics.com/" target="_blank">Real Life</a>, <a href="http://www.megatokyo.com/" target="_blank">MegaTokyo</a>, entre outras. Percebam que todas essas webcomics que citei possuem uma lojinha virtual em seus sites onde os autores vendem camisetas, bonés, canecas, broches, e o que mais eles conseguirem botar a imagem de seus personagens, além de álbuns com compilações de suas tiras e hqs. Aqui no Brasil, como o principal representante deste modelo temos o já citado André Dhamer e seus Malvados.</p>
<p>E é este o modelo que pretendo adotar para o <a href="http://homemgrilo.com/" target="_blank">Homem-Grilo</a>. Em breve irei disponibilizar camisetas do Homem-Grilo pra vender no site do personagem, e conforme for, outros produtos que levem a imagem dele e dos outros super-heróis do universo HG. Por enquanto, a forma como estou tirando uns trocados com o personagem na Internet é através das propagandas do <a href="https://www.google.com/adsense" target="_blank">Google Adsense</a> presentes no site. Mas sobre isso, irei falar mais detalhadamente num post futuro, pois este aqui já tá bem grandinho. Então, por hoje é só pe-pe-pessoal! =)</p>
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