Toalhas

“O Guia do Mochileiro das Galáxias faz algumas afirmações a respeito das toalhas. Segundo ele, a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte, devido a seu valor prático (…) Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc., etc. Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muito outros, que o mochileiro por acaso tenha ‘acidentalmente perdido’. O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está a sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito.”

O que é o Amor?

“A Enciclopédia Galáctica define o amor como algo incrivelmente complicado de se explicar. Já o Guia do Mochileiro das Galáxias define amor como: geralmente doloroso, se puder, evite-o. Mas para o azar dos terráqueos, eles nunca leram o Guia do Mochileiro das Galáxias.”

A Verdade Não Existe

“Mas como assim não existe?”, você deve estar se perguntando. Calma, eu explico. Ou melhor, Paul Veyne explica. Segundo ele, a verdade não existe, pois ela não é absoluta, e sim, constituída historicamente através dos séculos. “Os homens não encontram a verdade, fazem-na, como fazem sua história”. Alias, Veyne procura não utilizar a palavra verdade no singular, pois diz que ela “é uma palavra homônima, e não deveria ser empregada senão no plural”. O que existe então são “verdades”, ou segundo um conceito que Veyne utiliza, “programas de verdade”.

Toda essa teoria é utilizada por Paul Veyne para analisar as “modalidades de crenças” entre os gregos antigos em seu livro Acreditavam os Gregos em seus Mitos?. Uma pessoa com o mínimo de conhecimento histórico, certamente responderia a pergunta-título do livro com um eloqüente “sim”. Mas, não é tão simples assim. O que podemos dizer é que eles acreditavam e ao mesmo tempo não acreditavam em seus mitos. “Mas… Hein?”

“(…) um grego colocava os deuses no céu, mas teria ficado atônito se os percebesse no céu”. Essa fala de Veyne ilustra muito bem essa aparente contradição. Mas como pode alguém acreditar e ao mesmo tempo não acreditar em uma coisa? Uma pessoa que não acredita em fantasmas pode ter medo deles? Sim, isso é possível pois só existe programas de verdade heterogêneos, sendo que todas as verdades são analógicas, e apesar de estarmos sempre mudando entre elas, continuamos sempre no verdadeiro.

Vamos tentar entender isso. Ao assistir um filme ou ler um romance, você tem consciência de que se trata de uma ficção. Isso, no entanto, não o impede de acreditar no conteúdo da história, ao menos enquanto está assistindo a um filme ou lendo um livro. Você sabe, por exemplo, que o som não se propaga no espaço, mas aceita isso perfeitamente quando está assistindo a um filme como . Acontece que nesse momento você mudou, inconscientemente, de um programa de verdade anterior, em que o som não se propaga no espaço, para o programa de verdade do filme, em que a propagação do som no espaço é plenamente possível. É por isso também que você aceita que num filme típico do ou do , que eles façam diversas peripécias acrobáticas sobre-humanas. Ou não. Você certamente já foi no cinema e viu alguém ficar o tempo todo questionando o filme: “Puta, que mentira! Como é que aquele cara conseguiu fazer aquilo?”. Acontece que essa pessoa continuou mantendo o seu programa de verdade anterior ao invés de mudar para o programa de verdade do filme, então as verdades da história se tornaram falsas pra ele.

Quando pensamos nos mais diferentes campos do conhecimento, o processo de modulação entre programas de verdades é muito semelhantes aos exemplos acima. “Existe uma pluralidade de programas de verdade através dos séculos, que comportam diferentes distribuições do saber, e são estes programas que explicam os graus subjetivos de intensidade das crenças, a má-fé, as contradições num mesmo indivíduo”, diz Paul Veyne. Essa distribuição do saber está intimamente relacionada com a modalidade de crença de uma sociedade, ou de um grupo de pessoas.

Existem duas modalidades básicas de crenças. A primeira diz respeito à crença na palavra. Ou seja, é o conhecimento pela informação, pois essa está imbuída ela própria de autoridade do conteúdo que carrega. Essa é a modalidade de crença utilizada pelas religiões. A segunda, que é a modalidade de crença mais difundida, é a crença no outro, ou baseada na fé do outro. “Acredito na existência de Tóquio, onde ainda não fui, porque não vejo qual seria o interesse dos geógrafos e das agências em me enganar”, afirma Pual Veyne. Percebam que a maior parte do nosso conhecimento (arriscaria dizer, uns 99%) não foi adquirida empiricamente, mas sim através do que lemos num livro, revista ou jornal; assistimos na TV; ouvimos no rádio ou de uma outra pessoa. Eu, como Veyne, também não duvido da existência do Japão. Também não duvido que os norte-americanos realmente foram a Lua e fincaram sua bandeira lá, apesar de nunca ter ido conferir isso pessoalmente. Simplesmente porque não vejo qual seria a razão de mentirem sobre esse fato (mas ao contrário de mim, há muitos que vêem sim uma razão).

As modalidades de crenças nos remetem as modalidades de posse da verdade. Não se duvida do que os outros dizem ou acreditam se eles são respeitáveis. As relações entre as verdades são relações de força. Nada impede, por exemplo, que um médico saiba mais de História do que um historiador, mas esse último terá muito mais credibilidade do que o médico quando estiver falando sobre esse assunto. Assim como daremos mais credibilidade ao médico do que ao historiador se eles falarem sobre medicina. Criamos assim uma rede de confiança e autoridade com relação ao conhecimento. Percebam então como nosso conhecimento, em essência, não passa de um castelo de areia que pode desmoronar facilmente a qualquer momento se essa rede for quebrada. A consciência disso é algo aterrorizador e poderia enlouquecer o mais são dos homens.

No entanto, não quero dizer com isso que o conhecimento adquirido através da fé no outro seja menos confiável do que o conhecimento empírico. Apesar do que costumam apregoar algumas pessoas, principalmente entre jornalistas e advogados, através de máximas como “os fatos falam por si só” ou “os fatos não mentem”, devemos lembrar que não há a verdade absoluta das coisas, e a verdade não nos é imanente. Novamente, somos nós que fabricamos nossas verdades e não é “a realidade” o que nos faz acreditar nelas. Fatos são interpretados segundo o programa de verdade em vigor. Ainda que esses fatos possuam uma materialidade em algum lugar do espaço e do tempo, eles ainda estão sujeitos a uma interpretação. A materialidade de uma coisa não nos traz automaticamente o conhecimento sobre essa coisa. É como a velha anedota da árvore que cai no meio de uma floresta, se ninguém nunca a viu cair, é como se ela não tivesse caído. Ou nem ao menos existido.

Você neste exato momento provavelmente deve estar começando a por em dúvida a sua própria existência e a existência do mundo ao seu redor. Calma, também não estou querendo dizer que vivemos numa . Não sejamos tão platônicos. Mas é preciso ter consciência de que “o homem é um animal amarrado as teias de significados que ele mesmo teceu”, como diria . E o homem constrói o seu mundo com essas teias.

A consciência de que é verdade que a verdade varia é uma quebra de paradigma muito grande para a maioria das pessoas. Por isso temos uma tendência a sempre achar que o nossos programas de verdade sejam mais verdadeiros do que os dos outros. Isso quando não vemos a nossa como sendo a única verdade. Como diz Paul Veyne; “Quando não se vê o que não se vê, não se vê nem mesmo que não se vê”. Algumas pessoas estão tão acomodadas ou satisfeitas com as suas verdades que não percebem nada além disso. Desconhecem a forma irregular dos limites do mundo que construiu e então acreditam habitar dentro das fronteiras naturais. Elas enxergam apenas na perspectiva de um ponto, e não possuem consciência de que esse ponto é apenas um entre infinitos que formam uma reta, e que essa reta é apenas mais uma entre infinitas que constituem um plano, e que esse plano é apenas um lado de um polígono de infinitos lados. Se continuarmos nessa linha de raciocínio, logo nos veremos aprisionados na caverna de , olhando para sombras projetadas na parede. É, apesar de eu ter dito para não sermos tão platônicos, é difícil escapar da .

Acreditamos que aderimos ao verdadeiro para justificar nossas opções, sejam elas políticas, religiosas, morais, etc. Se desistimos delas, então declaramos que são falsas, pois se fossem verdadeiras, não teríamos desistido. Essa superstição ajuda as pessoas a viverem, pois decididamente seria um choque muito grande se elas se dessem conta de que suas escolhas (e suas verdades) são tão arbitrárias quanto, por exemplo, os seus gostos pessoais. Não sei explicar porque gosto de rock e não gosto de pagode. Poderia, no entanto, justificar meu gosto utilizando uma série de critérios para dizer que o rock é melhor que o pagode. Assim como alguém que gosta de pagode e não gosta de rock faria o mesmo com relação a seu gosto musical. Eu poderia dizer a essa pessoa que ela está enganada, mas de que adiantaria isso? Ambos acreditam ter razão e que seus programas são verdadeiros. Transportando esse exemplo para outras esferas, como a política, a social, a cultural, etc, percebemos que a verdade então só aparece quando se leva em conta o outro.

Essa percepção, no entanto, é uma ilusão. E essa atitude, principalmente para profissionais como jornalistas e historiadores, é extremamente perigosa. Se minha visão de mundo fosse “a verdadeira”, todas as outras automaticamente se tornariam falsas. E que razão há em se pesquisar e analisar algo que se tem certeza que é falso? Para não cair nessa armadilha, é preciso afirma que a minha visão de mundo sem ser falsa, também não é com maior razão, verdadeira. Só assim o historiador consegue recuar de forma a conseguir uma análise o mais neutra possível sobre seu objeto de estudo, pois sabemos também que “a neutralidade” é tão irreal quanto “a verdade”. Por isso estaria sendo hipócrita, ou no mínimo demagogo, se em algum momento dissesse que o programa de verdade contido neste texto fosse mais verdadeiro do que qualquer outro.

Viver em um mundo onde o verdadeiro e o falso não existem pode parecer a princípio algo entranho e até mesmo amedrontador. Mas, vai por mim, logo você se acostuma.

A Vida, o Universo e Tudo Mais

“(…) o sentido disso tudo é que não há sentido em tentar enlouquecer para impedir-se de ficar louco. Você pode muito bem dar-se por vencido e guardar sua sanidade para mais tarde.”
– Ford Prefect

Aproveitando a estréia do filme de O Guia do Mochileiro das Galáxias, a Sextante publicou o terceiro livro da série, A Vida, O Universo e Tudo Mais. E para você que ainda não conhece essa genial série de Douglas Adams, e provavelmente deve estar pensando que este é mais um livro de auto-ajuda da editora, vamos há um breve (e breve mesmo) resumo da história dos dois primeiros livros.

Em uma certa manhã ensolarada, Arthur Dent descobre que sua casa vai ser demolida, e mais do que isso, que seu planeta vai ser demolido. Com a ajuda de seu amigo alienígena, Ford Prefect, ele escapa da destruição iminente da Terra e começa a vagar pelo espaço em uma sucessão de eventos que o leva a descobrir a resposta fundamental sobre a vida, o universo e tudo mais, e que a Terra na verdade era um gigantesco computador construído a pedidos de um punhado de camundongos para tentar descobrir a pergunta para resposta fundamental (que se você ainda não sabe, é 42). Nesse ínterim, Arthur foi detonado, desintegrado, insultado, privado de chá, insultado mais algumas vezes, e por fim, acabou perdendo-se no tempo e foi parar na Terra pré-histórica onde passou a viver em uma caverna, e permaneceu por lá por cinco anos.

E é aí que começa a trama deste terceiro livro. Arthur, apesar do trauma que sofria a cada manhã ao se lembrar de onde estava, até que estava gostando da vida a qual estava levando, afinal, já havia um bom tempo que não era detonado e/ou insultado. Eis então que Ford aparece e através do seu Sensormático Subeta descobre uma fissura no contínuo espaço-tempo que leva a ele e a Arthur para a Londres atual, no meio de um campo de cricket durante a partida final do campeonato mundial, só para descobrirem que voltaram dois dias antes da já mencionada destruição da Terra.

Imaginando que as coisas não poderiam ficar pior, Arthut presencia uma espaçonave branca metálica se materializando, do nada, no meio do campo. De dentro dela saem robôs brancos, parecendo jogadores de cricket, que começam a matar todos ao redor e por fim, roubam a taça do jogo. Em meio àquela confusão gerada pela carnificina dos robôs, Arthur e Ford se reencontram com Slartibartfast que lhes explica quem são aquelas criaturas.

Eles são robôs construídos pelos habitantes do planeta Krikkit, que estão tentando juntar os cinco pedaços da chave que abre o envoltório de tempo na qual os seus mestres foram trancafiados. Acontece que anos antes, uma sangrenta guerra havia começado porque os habitantes pacatos do planeta Krikkit descobriram que não estavam sozinhos no universo como acreditavam. A revelação causou tamanho choque neles que começaram a aniquilar tudo que não fosse de Krikkit, ou seja, todo o resto do Universo, e por isso foram julgados e presos. Sabendo disso, Arthur e Ford passam a ajudar (há muito contra-gosto) Slartibartfast em sua missão de impedir que os robôs libertem seus mestres, o que certamente acarretará na destruição de todo o Universo.

A trama básica desse terceiro volume era originalmente um roteiro que Adams havia escrito para a série de tv britânica Dr. Who, mas que nunca chegou a ser usado, e que então foi adaptado para a série do Mochileiro das Galáxias. Essa história não possui um ritmo e uma narrativa tão frenética quanto a dos livros anteriores, mas mantém o humor nonsense, irônico e corrosivo de Adams, recheado de críticas, sendo nesse livro principalmente ao xenofobismo e ao preconceito étnico. Há ainda diversas sacadas hilárias, como Wowbagger, o Infinitamente Prolongado, o Propulsor Bistromático da nave de Slartibartfast, a Campanha pelo Tempo Real, o Ultracríquete Broquiano e suas regras maciçamente complicadas, e isso sem contar os já famosos comentários ácidos de Marvin, o robô maníaco-depressivo.

Por fim, o que podemos perceber por toda a série do Mochileiro das Galáxias, e em especial, por este terceiro livro, é que a vida (e o universo e tudo mais) não tem nenhum sentido por si própria, há não o ser o que as pessoas tentam lhe dar, seja através da religião, da filosofia, da ciência, etc. Mais precisamente, o que Adams está dizendo com sua obra é que o universo na verdade não passa de uma grande piada. Uma piada nonsense, aliás. E também, de um certo humor negro. Mas certamente, uma piada muito engraçada. Isso é claro, se você é uma pessoa que sabe rir de si mesmo. E Douglas Adams certamente sabia fazer isso como ninguém.

Dados Técnicos

A Vida, o Universo e Tudo Mais.
Autor: Douglas Adams.
Editora: Sextante.
ISBN: 9788599296592.
Ano: 2009.
Edição: 1.
Número de páginas: 224.
Acabamento: Brochura.
Formato: Médio.
 

O Número da Besta pode estar Errado

Texto apresenta número do diabo alternativo, 616

Da Reportagem Local, Folha Ciência, 2 de maio de 2005.

Pergaminho de OxyrynchusVersão do Apocalipse datada dos séculos 3º ou 4º d.CA cifra cabalística já apareceu até no hit de heavy metal “The Number of the Beast”, da banda britânica Iron Maiden: 666, o número da Besta -criatura monstruosa que, de acordo com o Apocalipse, o último livro da Bíblia, viria corromper a humanidade no fim dos tempos. Acontece que o grupo de Dobbink achou uma das versões mais antigas desse trecho, datada dos séculos 3º ou 4º d.C. E o número é… 616.

Na foto ao lado, é possível vê-lo: são as três letras da terceira linha de cima para baixo, khi, iota e sigma (assim como os romanos, os gregos usavam letras para representar os números).

Para quem está olhando desconfiado para a cópia das Sagradas Escrituras que tem em casa, é bom lembrar que essa variante do texto já era conhecida dos antigos cristãos. Santo Irineu de Lião (bispo do século 2º) argumentou que ela estava errada. Pode não passar de um erro cometido por um escriba ou grupo de escribas.

Tudo indica que o número surgiu do costume antigo de traçar correspondências entre cifras ou frases; assim, 666 (ou 616) corresponderia ao nome ou à descrição de alguém que seria a Besta.
A idéia é a seguinte: as letras do nome verdadeiro do indivíduo, ao receberem um valor numérico e forem somadas, dariam a mesma conta de 666. O próprio texto do Apocalipse afirma isso, dizendo que se trata “de um número de homem”. (RJL)

Esse trecho do Apocalipse com o número 616 é um dos vários papiros que foram encontrados na cidade egípcia de Oxyrhynchus. Esses papiros datam dos séculos 3º a.C. ao 8º d.C. e incluem cópias de obras da antiguidade clássica e de textos do novo testamento, muitos deles apócrifos.

Indiferente de qual seja o verdadeiro número da besta (e essa é uma discussão que só deve realmente interessar aos cristãos fundamentalistas e aos metaleiros de plantão), o que eu gostaria de destacar com esse artigo é que erros como esse na transcrição de textos antigos são mais comuns do que se pensa.

Isso acontece porque até a utilização da prensa tipográfica de Gutenberg a partir de 1450, os textos dos livros e pergaminhos eram copiados um a um de forma manuscrita pelos escribas, cuja figura mais ilustrativa são os monges copistas da Europa Medieval. E devemos lembrar que com exceção dos bibliotecários chefes, a maioria desses monges eram analfabetos.

Mas você pode estar se perguntando, se eles eram analfabetos, como eles podiam transcrever um texto? Bem, a pessoa não precisa necessariamente saber ler para poder copiar um texto, ela só deve saber desenhar as letrinhas. E era isso que esses monges faziam, e alguns deles eram exímios desenhistas, tanto que os textos sacros desta época são recheados com belas ilustrações e lindos capitulares (e ao fazer isso o monge deixava o trabalho de copiar um livro ou pergaminho menos enfadonho). Mas ao copiar um texto sem conhecer o seu significado, erros de caligrafia acabam se tornando muito freqüentes. E isso aliado a erros de tradução (devemos lembrar que muito desses textos antigos quando não estavam em latin, estavam em grego) e diferentes interpretações, podem ter alterado o significado original de muitos textos através da História.

Por isso, aqui vai um conselho de um aprendiz de historiador. Não tome algo como verdade absoluta, apenas porque está escrito. E isso vale ainda mais quando estamos falando de textos muito antigos e cujos originais já estão perdidos há muito tempo.