Oficina sobre Webcomics

Amanhã, sábado dia 14, às 14h irei ministrar junto com o Edgar Franco a oficina As HQTrônicas na Internet no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso (Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641 – ao lado do terminal Cachoeirinha – Vila Nova Cachoeirinha – São Paulo-SP). Essa oficina faz parte do evento Semana Temática: O Universo Multicultural das HQs, e você pode conferir a programação completa no Bigorna.

Nessa oficina eu iriei contar um pouco da minha experiência na produção de webcomics como o Homem-Grilo, Nova Hélade e no Quarto Mundo. Pretendo abordar as principais ferramentas para se publicar quadrinhos na Internet como o Comic Press e os principais modelos de negócios para se ganhar dinheiro produzindo webcomics.

E lembrando que amanhã também haverá a entrega do prêmio Angelo Agostini, o qual pretendo ir depois da minha oficina. E também depois da premiação, haverá uma seção de autógrafo com alguns dos premiados lá na livraria HQ Mix.

Vejo vocês então em algum desses lugares amanhã. =)

Quinta do Cão

Quinta do Cão

Hoje à noite acontece no clube Outs o projeto Quinta do Cão, com a apresentação de três bandas de rock; Vincebuz, Rock Boots e Projeto Trator.

E quem colar lá irá ganhar na entrada uma revista Garagem Hermética #3. Além disso, estarei com uma banquinha dentro do Outs vendendo várias revistas em quadrinhos independentes.

O Outs fica na Rua Augusta, 414 e a entrada custa R$ 12,00 (homens) e R$ 2,00 (mulheres). Vejo vocês lá!

Relatório HQ & Cultura

No último sábado aconteceu no campus da Uninove Vergueiro o evento HQ & Cultura do qual eu e outros quadrinistas independentes fomos convidados a participar. Cheguei lá por volta da nove da manhã e me encontrei com o Harriot e com o Will pra montarmos a nossa bancada de fanzines e quadrinhos independentes.

Além dos meus fanzines, levei também os fanzines e quadrinhos que vendo lá na minha barraca na feira de artes e artesanato de Osasco. A esses títulos que eu levei, juntou-se o material dos quadrinistas independentes que lá estavam, fazendo com que nossa bancada ficasse com uma grande variedade de quadrinhos, de diversos estilos, gêneros e formatos, chamando muito a atenção do público presente no evento. Foi algo muito parecido com que já tínhamos feito no último Angelo Agostini.

O legal disso é ver que muito da minha ambição de unir os quadrinistas independentes está dando certo. Pois juntos fazemos muito mais barulho do que sozinhos, e assim, conseguimos nos fazer escutar pelos habitantes lá do mundo da superfície, como já havia expressado no editorial da Garagem Hermética Nº 1. Estamos saindo dos subterrâneos e conquistando o nosso espaço na superfície. E este é um movimento que tende a crescer cada vez mais.

No evento participamos também do debate O Fanzine e o Século 21. Basicamente foi um repeteco do debate que fizemos no dia anterior no Planeta Tela sobre Quadrinhos Independentes e Internet. O consenso a que se chegou é que a Internet e os meios digitais como um todo vieram pra facilitar em muito a vida do quadrinistas nas diversas etapas de produção de uma HQ, seja na parte da criação propriamente dita, ou na parte de venda, distribuição e divulgação da obra. Só não chegamos a um acordo com relação a validade comercial das webcomics no Brasil, mas esta é uma questão que só será respondida com o tempo. A minha opinião sobre o assunto, vocês já conhecem!

Enfim, foi um evento bem legal. O HQ & Cultura foi bem proveitoso para nós quadrinistas independentes e espero que tenha sido para o público também, que teve a oportunidade de conhecer uma grande variedade de quadrinhos que muitos nem mesmo sabiam que existiam, pois não é um material que possa ser encontrado nos lugares “habituais”. Aliás, só esse fato deles descobrirem que existe também quadrinhos de qualidade sendo produzido além do universo das bancas e das livrarias, já fez o evento valer a pena. E eu espero que essa consciência se propague cada vez mais entre o público leitor de quadrinhos. E se depender de nós, isso realmente irá acontecer.

Fiquem agora com algumas fotos do evento que foram tiradas pelo Gil Tókio, que é o quadrinista independente dono das piadas mais infames que já vi. Até mais do que as minhas. =)

E obrigado pelas fotos Gil!

Bancada de Fanzines
Nossa bancada de fanzines e quadrinhos independentes. Variedade de estilos, gêneros e formatos.

Público Leitor
O público do evento apreciando os quadrinhos da nossa bancada.

Tirando uma Soneca
Detalhe do Paulo Ramos do Blog dos Quadrinhos ao fundo prestando uma baita atenção no nosso debate. =)

Para conferir mais fotos do evento, visitem o meu álbum no flickr.

HQ e Cultura

Nesse fim de semana eu irei sair da Grilo Caverna para participar de dois eventos de quadrinhos. O primeiro será nesta sexta-feira, dia 27; um debate sobre “Quadrinhos Independentes e Internet” (tema este, aliás, que eu abordei no post anterior) a ser realizado no Planeta Tela Espaço Cultural às 19h30min.

E no sábado estarei no evento HQ & Cultura com uma banquinha vendendo fanzines e quadrinhos junto com outros quadrinistas independentes. Haverá também o debate “O Fanzine e o século 21” às 13h da qual eu também participarei. Vamos ver quantas pessoas mais a gente consegue cooptar pro nosso lado. =)

Relatório HQ Mix 2006

Um pouco atrasado, mas vamos aos meus pareceres sobre a entrega do 18º Troféu HQ Mix que rolou na terça-feira passada.

Bem, a coisa toda já começou pra mim antes da premiação, pois passei a tarde toda junto com meus amigos Harriot e Ingrid dobrando, refilando e grampeando cerca de mil folhas, com uma prévia da Garagem Hermética contendo a hq Onde estão os Tatus-Bolinhas?, que seria entregue mais tarde durante a premiação junto com uma bala dadinho. Foi um trabalho cansativo, depois de terminado eu estava parecendo o em Tempos Modernos, só que ao invés de ficar repetindo o movimento de apertar parafusos, eu estava grampeando qualquer coisa que eu via pela minha frente. Depois dessa estou até pensando em inaugurar uma nova arte-marcial, o Fan-zine-dô. Sabe, as pessoas pensam que dobrar e grampear fanzine se limita apenas a um trabalho repetitivo, mas tem toda uma filosofia e uma sabedoria ancestral envolvida junto. E depois com mais uns cem mil fanzines dobrados, tenho certeza que chegarei a iluminação.

Mas no fim, todo o trabalho que tivemos foi recompensado, pois a estratégia de marketing de distribuir a HQ com uma bala dadinho deu muito certo e chamou muita a atenção das pessoas que foram à premiação. Teve gente que até voltou pra pegar mais só por causa da bala dadinho. E depois quando eu falo que quadrinhista é tudo morto de fome as pessoas não acreditam em mim. O Van Gogh chegou até a subornar um dos seguranças com uma bala dadinho, pra poder permanecer na área “restrita” ao lado do palco. Incrível!

O melhor do HQ Mix é a social que você pode ter com os outros quadrinhistas, principalmente com a galera fanzineira, que indiferente da situação do mercado de quadrinhos nacional (se é que ele realmente existe) não deixa de produzir quadrinhos constantemente. Nesse HQ Mix tive a oportunidade de conhecer o Renato Lima, um dos editores da Mosh, que é super gente fina e até me presenteou com um exemplar da edição nº 12 da Mosh (que infelizmente será o último da revista) e o Leo Finocchi, que também participa da Mosh, além de colaborar pro MDM (o site de quadrinhos mais engraçado da net). E finalmente também conheci pessoalmente o Lorde Lobo, o editor da Areia Hostil, em cuja edição nº 11 foi publicada uma hq do Homem-Grilo.

E como não podia deixar de ser, tinha muita gente lá também vendendo seus fanzines e hqs independentes. Eu estava muito interessado em comprar a nova hq dos gêmeos Fábio Moom e Gabriel Bá, Um Dia, uma Noite. Mas depois que vi o preço, acabei desistindo. Cinco reais por uma revista de 24 página p/b e capa duas-cores é muito caro. Pelo jeito os gêmeos esqueceram que quadrinhos é cultura de massa, e portanto deve ser não apenas bom, mas também BARATO. Preferi gastar esses cinco reais com a nova edição da Quadreca e não me arrependi. São 74 páginas internas, sendo que algumas delas são coloridas, e a qualidade das histórias não devem em nada a dos gêmeos. Outro fanzine que comprei e curti muito foi o Comic Sans da Gabriela Kato, que traz uma hq curtinha, mas muito divertida. Quando comecei a ler a história, logo pensei: “puxa, mas uma hq fofinha com final feliz, que droga!”. Mas logo que virei a página, vi que estava errado, pois a história se transfigura pra um humor negro sensacional. Só sei que passei horas afins rindo dessa hq. E pra completar, o fanzine ainda traz na última página uma tira do Leonardo Pascoal, onde ele manda muito bem mostrando o que é realmente acreditar no amor e na amizade. =)

E ainda troquei e ganhei um monte de outros fanzines, como a última edição da Manicomics, a edição especial do Subterrâneo, e a versão “mini” do fanzine No Fio Fó Todo Dia.

Bem, no fim o evento foi muito proveitoso. Ano que vem tem mais. E quem sabe, eu talvez até esteja concorrendo com a Garagem Hermética. Sonhar não custa nada, não é? =)