Adaptando meus Quadrinhos para a Leitura em Celular

Screenshot do Celular

Como a partir deste ano não pretendo mais fazer quadrinhos impressos, apenas digitais, decidi abandonar o formato tradicional de página e adotarei o formato de pergaminho, que permite uma visualização e leitura melhor no celular. Minhas futuras HQs serão publicadas nesse formato.

Deste modo, também irei converter aos poucos as minhas HQs antigas para o formato pergaminho. Comecei os testes com o quadrinho que fiz com o Mario Cau para a minha antologia Cosmogonias. Vejam como ficou a primeira página desta HQ no novo formato.

Também estou fazendo testes de formato para a publicação de HQs direto em redes sociais como o twitter, o instagram e o facebook, adaptando-as as características de cada rede.

No twitter, por exemplo, estou aproveitando o esquema de thread para publicar as HQs. Você pode conferir o primeiro teste que fiz publicando quadrinhos no twitter através do formato de thread com a HQ Cosmogonia que fiz com o Jozz.

Uma das vantagens em se publicar quadrinhos no twitter aproveitando o formato da thread é que dá pra transformar depois em uma página html usando apps como o Thread Reader, permitindo mesmo quem não tenha twitter consiga ler.

A desvantagem do twitter é como as imagens aparecem na thread no formato 16:9, a leitura no celular na vertical fica um pouco prejudicada (mas na horizontal fica bom). Como eu quero que você leia sem precisar ampliar a imagem, ainda estou testando o tamanho de fonte ideal.

Enfim, ainda há muito o que se testar pra ver o que funciona na produção de quadrinhos digitais para as diversas plataformas e dispositivos, mas estou entusiasmado com esse desafio. E você pode me ajudar nessa jornada assinando o meu Catarse.

Lembrando que todos os meus quadrinhos publicados na Internet estão sob uma licença Creative Commons que permite a você compartilhar, copiar e redistribuir, assim como adaptar, remixar, transformar e criar obras derivadas, mesmo para uso comercial.

Um adendo. O formato pergaminho é o padrão usado nas webcomics de plataformas como o Tapas e o Web Toons Então adotando esse formato para minhas HQs, ficará fácil de publicá-las depois nessas plataformas. Mas elas continuaram a ser publicadas primeiramente no Petisco.

2000AD no Ipod

No último post eu comentei sobre a empresa japonesa que está disponibilizando para serem lidos no e iPod Touch. Disse também que já estava mais do que na hora das começarem a se aproveitar das mídias mobiles.

No entanto, parece que são as tradicionais revistas impressas que estão sabendo aproveitar esse novo filão, como é o caso da revista semanal britânica , que segundo esta notícia do Universo HQ, começará a disponibilizar suas edições em formato digital, inclusive para serem baixadas e visualizadas em Ipods.

A 2000AD, que revolucionou o mercado de quadrinhos quando foi lançada no fim da década de 70 (tanto que muitos dos autores que passaram pela revista foram convidados pela DC Comics para renovar seus personagens na década de 80) ainda se mostra inovadora ao adentrar na mídia digital e apostar num novo modelo de negócio para os seus quadrinhos (diferente de algumas editoras que preferem inutilmente combater os scans ao invés de pensar num modelo de negócio que se aproveite deles).

Manga, Ipod e Webcomics

Esta noticia já é um pouco antiga, mas vale a pena ser comentada. As empresas japonesas Voice Bank, Inc. e Digital Manga Association estão disponibilizando mangas através de streaming para ser visualizados em aparelhos e iPod Touch.

Acho até que demorou para alguém começar a disponibilizar quadrinhos no Ipod. Não por acaso os japoneses foram os primeiros a fazer isso. Eu já havia comentado no meu artigo sobre A Internet e os Quadrinhos Independentes que as vendas dos mangas no Japão vem caindo nos últimos anos, enquanto ao mesmo tempo os downloads de mangas por celulares vem aumentando. Isso acontece porque os japoneses já possuem celulares com tecnologia adequada para a visualização desses mangas sem perda de qualidade com relação a mídia impressa. E se aparelhos como esses se popularizarem, será o grande pulo do gato para a em todo mundo, pois o grande obstáculo para sua difusão é o suporte físico (ler quadrinhos no monitor do computador ainda é uma tarefa incomoda pra muita gente).

Em tempo, estou curioso para ler o livro que escreveu junto com outros “quadrinistas onlines” intitulado How to Make Webcomics.