Pixton – Ferramenta Online para Criação de Tiras e Quadrinhos

No Pixton você pode criar suas próprias tirinhas e histórias em quadrinhos apenas selecionado personagens, cenários, objetos e balões pré-formatados. Ideal pra quem, assim como eu, não sabe desenhar direito nem bonecos de palitinhos. =)

O Pixton é um serviço gratuito, mas funciona por um sistema de créditos, que são acumulados e lhe permite destravar novas funcionalidades. Há várias formas de ganhar novos créditos, sendo a mais fácil, simplesmente logar na sua conta, o que te dá 5 créditos (mas só vale uma vez por dia). Outra forma simples de ganhar novos créditos é indicando o Pixton para seus amigos. Você também pode comprar créditos (e daí é que vem a principal fonte de receita do site). O Pixton conta também com um sistema de níveis de usuário. Quanto mais você usa a ferramenta, maior será o seu nível, e mais créditos você irá ganhar. Esse sistema é bem legal pois ajuda a fidelizar os usuários.

Criar uma HQ no Pixton é bastante simples. Após fazer a sua conta, vá ao menu “Criar” e lá você verá algumas opções de formatos para criar seu quadrinho. Entre eles há o clássico formato de tira, o formato de tira dupla (com duas colunas) e o de página de quadrinhos (como nas revistas). Dependendo do formato escolhido, o custo de crédito para criar seu quadrinhos altera (o formato de tira, por exemplo, custa 5 créditos).

Você pode editar o seu quadrinho da forma que você quiser, acrescentando cenários, personagens, objetos, balões, etc. Você pode mexer facilmente no zoom do quadro, mudando rapidamente de um close para um plano panorâmico. Mexer nas posições dos elementos dentro dos quadros também é muito simples. Mas o mais legal é que você pode editar facilmente os personagens, alterando a expressão facial deles, assim como os cabelos e a roupas. Também dá pra mudar a posição e postura deles simplesmente movimento seus membros (braços e pernas), cabeça, tronco, etc. Ou seja, os personagens são completamente personalizável, e você pode inclusive salvá-los para poder reutilizá-los depois. Neste vídeo você pode ver detalhamente como funciona o processo de criação de uma história em quadrinhos no Pixton.

O Pixton funciona também como uma rede social, permitindo que você possa se tornar fã de outros usuários, e inclusive formar o seu próprio fã clube de leitores. Você também pode deixar comentários nos quadrinhos de outras pessoas, e o mais divertido, você pode inclusive remixar os quadrinhos dos outros. Isso mesmo, a partir do quadrinho de outro usuário você pode criar um novo quadrinho aumentando ainda mais a colaboração e interação dos usuários. Legal, não?

Há ainda uma versão mobile do Pixton, que permite a leitura dos quadrinhos em dispositvos móveis como celulares de forma simples e prática.

E por fim, o Pixeton é um ótimo recurso para os professores usarem com seus alunos, sobretudo do ensino fundamental. Afinal, os parâmetros curriculares nacionais (PCNs) prevêem a utilização das histórias em quadrinhos como recurso didático-pedagógico, e uma ferramenta como o Pixeton permite que os alunos aprendam através da criação de HQs, mas sem a necessidade das habilidades técnicas de um quadrinista profissional.

Mas o Pixeton não é a única ferramenta para a criação de histórias em quadrinhos online. Segue abaixo a indicação de outros sites semelhantes:

Strip Generator – Foi um dos primeiros sites desse tipo. Não permite uma personalização dos personagens, mas os já existentes possuem um estilo bem legal, sobretudo no traço.

Bitstrips – Assim como o Pixton, permite personalizar os personagens, e também possui uma boa variedade de cenários e objetos para serem utilizados.

Oficina sobre Webcomics

Amanhã, sábado dia 14, às 14h irei ministrar junto com o Edgar Franco a oficina As HQTrônicas na Internet no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso (Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641 – ao lado do terminal Cachoeirinha – Vila Nova Cachoeirinha – São Paulo-SP). Essa oficina faz parte do evento Semana Temática: O Universo Multicultural das HQs, e você pode conferir a programação completa no Bigorna.

Nessa oficina eu iriei contar um pouco da minha experiência na produção de webcomics como o Homem-Grilo, Nova Hélade e no Quarto Mundo. Pretendo abordar as principais ferramentas para se publicar quadrinhos na Internet como o Comic Press e os principais modelos de negócios para se ganhar dinheiro produzindo webcomics.

E lembrando que amanhã também haverá a entrega do prêmio Angelo Agostini, o qual pretendo ir depois da minha oficina. E também depois da premiação, haverá uma seção de autógrafo com alguns dos premiados lá na livraria HQ Mix.

Vejo vocês então em algum desses lugares amanhã. =)

Sobre Webcomics

As já são uma realidade. Principalmente lá fora. Diversos quadrinistas gringos já estão vivendo, e de forma independente, de suas histórias em quadrinhos publicadas na Internet. É o caso de Dave Kellet da série Sheldon, Brad Guigar de Evil Inc, Kris Straub de Starslip Crisis e Scott Kurtz de PvP. Não por acaso os quatro se reuniram para escreverem um livro onde relatam suas experiências, chamado How To Make Webcomics. As webcomic estão se popularizando tanto que até as grandes editoras começaram a investir, como é o caso da Zudacomics criado pela DC Comics.

Aqui no Brasil, a situação das webcomics é outra e ainda não está tão difundida quanto lá fora. Muito da culpa disso, ao meu ver, são dos próprios quadrinistas brasileiros, pois muitos deles ainda não estão botando muita fé no potencial das webcomics. E por vezes, por um motivo bobo. Percebo que muitos quadrinistas não publicam seus quadrinhos na Internet por considerarem menos “glamuroso” ou com menos prestígio do que publicar numa revista impressa. Mas a verdade é que a mesma coisa, o que importa é produzir e publicar quadrinhos, não importa onde.

E como já escrevi em meu blog, hoje em dia é plenamente possível ganhar dinheiro e viver de quadrinhos online, mesmo no Brasil. Arrisco dizer que a via online pode ser até mais fácil do que a via impressa, tendo em vista a dificuldade que é para distribuir uma revista nesse país. Com as webcomics, você já elimina esse problema. Tanto que estou pensando seriamente em desistir de continuar publicando a revista do Homem-Grilo, se os ganhos com o site do personagem continuarem aumentando. Seguindo o modelo econômico que resolvi adotar pro Homem-Grilo, será muito mais vantajoso apostar apenas nas webcomics. Ainda que hoje em dia os ganhos não sejam o suficiente para eu conseguir viver delas, acredito que se o crescimento continuar nesse ritmo, a médio, ou até mesmo a curto prazo será.

Mas felizmente, a mentalidade dos quadrinistas brasileiros com relação as webcomics está começando a mudar. Alguns, como é o caso de Jean Okada, já estão mostrando serviço e publicando excelentes quadrinhos onlines. Nos últimos post de seu blog, o Paulo Ramos nos mostrou que a produção atual de webcomics tupiniquins está bem grande, ainda mais se comparado com anos anteriores. Como o Hector Lima bem reparou, o Paulo não selecionou o material e foi publicando todo os links que lhe foram enviados, então inconscientemente aplicou a Lei de Sturgeon.

E ai está um dos grandes benefícios das webcomics para os quadrinhos brasileiros. Devido a facilidade de publicar na Internet, teremos com certeza muito mais quadrinhos medíocres do que nas publicações impressas. Mas se essa galera continuar produzindo ininterruptamente, as chances de aparecerem obras que extrapolem os 90% também é bem mais alta. E pela pequena amostra publicada pelo Blog dos Quadrinhos, mesmo as nossas webcomics que ainda estão nos 90% já estão galgando alguns níveis de qualidade acima do mediano.

Há algum tempo atrás, durante um lançamento na livraria HQ Mix, o Paulo Ramos me perguntou qual seria o rumo dos quadrinhos independentes para 2008. Como fui pego de surpresa pela pergunta – e já estava meio alto na hora =) – não soube exatamente o que responder. Mas agora eu já estou pronto para respondê-la, pois o próprio Paulo, sem querer, ou não, já meio que respondeu a sua própria pergunta quando montou aquela lista de webcomics em seu blog.

Em 2007, com a formação oficial do Quarto Mundo, conseguimos mostrar que a publicação independente é uma das melhores saídas para termos grande quantidade de produção e assim podermos criar um mercado de quadrinhos. Agora em 2008 o rumo é mostrar que a via impressa não é a única para os quadrinistas independentes, pois publicar online pode ser tão, ou até mesmo mais viável. Esqueça essa baboseira de que publicar numa revista impressa dá mais prestígio ou coisa que o valha. Isso é um pensamento retrógrado. Como professor de História no ensino fundamental e médio, e observando atentamente o comportamento dos meus alunos, posso afirma com convicção que a molecada de hoje em dia não faz a mínima diferença se os quadrinhos que eles estão lendo está na tela do computador, no pequeno visor de um celular, ou no papel. Ou seja, se o meio onde os quadrinhos estão sendo publicado não importa para o seu leitor, deve muito menos importar para você.

Mas os mais importante de tudo, independente do meio de publicação, é termos uma quantidade grande de produção. Não estamos nem perto ainda de ter produção suficiente para formarmos um mercado de quadrinhos nacional. Precisamos de mais. MUITO mais. Então cambada, todo mundo de volta a seus cadernos de rascunhos e vamos produzir. =)

2000AD no Ipod

No último post eu comentei sobre a empresa japonesa que está disponibilizando para serem lidos no e iPod Touch. Disse também que já estava mais do que na hora das começarem a se aproveitar das mídias mobiles.

No entanto, parece que são as tradicionais revistas impressas que estão sabendo aproveitar esse novo filão, como é o caso da revista semanal britânica , que segundo esta notícia do Universo HQ, começará a disponibilizar suas edições em formato digital, inclusive para serem baixadas e visualizadas em Ipods.

A 2000AD, que revolucionou o mercado de quadrinhos quando foi lançada no fim da década de 70 (tanto que muitos dos autores que passaram pela revista foram convidados pela DC Comics para renovar seus personagens na década de 80) ainda se mostra inovadora ao adentrar na mídia digital e apostar num novo modelo de negócio para os seus quadrinhos (diferente de algumas editoras que preferem inutilmente combater os scans ao invés de pensar num modelo de negócio que se aproveite deles).

Histórias em Quadrinhos e Internet

Está online na TV Tatuapé um novo programa HQ Além dos Balões mostrando um compacto do que rolou no debate sobre A Internet e os Quadrinhos Independentes realizado no dia 27 de abril no Planeta Tela. O debate contou com a participação do Jozz, do Leonardo Pascoal, do Harriot Jr, do Will e também de um tal de Cadu Simões. A moderação foi feita pelo Eloyr Pacheco, editor do site Bigorna.

É engraçado me olhar no vídeo e perceber que meus alunos não estão exagerando e realmente possuem razão; eu falo rápido pra caralho. Nem eu estava me entendendo no video. Acontece que meu cérebro é um turbilhão de idéias e funciona a mil por hora, aí quando eu vou falar tento acompanhar o movimento frenético e caótico dos meus pensamentos. E olha que devido a meu problema de insônia, evito tomar cafeína, do contrário, seria mais elétrico ainda. Aí é que ninguém iria mais entender o que eu falo mesmo! =)

Mas enfim, assistam ao programa e depois me digam o que acharam.