Futurismo Indígena em Acelera SP

Futurismo Indígena em Acelera SP

O afrofuturismo é um movimento cultural e um ramo da ficção científica que imagina como seriam as sociedades africanas num cenário de alta tecnologia, mas sem perderem suas caraterísticas etno-culturais. Um exemplo do afrofuturismo pode ser visto na representação da fictícia nação de Wakanda no filme do Pantera Negra (baseado nos quadrinhos do personagem).

Inspirado pelo afrofuturismo, procurei em Acelera SP fazer um tipo de “futurismo indígena”. Com plena autonomia, os guarani-mbya foram capazes não só de se apropriarem da tecnologia existente, mas também de desenvolverem sua própria alta-tecnologia, sem com isso perderem suas características indígenas.

Em Acelera SP, enquanto o ultraliberalismo usou a tecnologia para acirrar a desigualdade social em São Paulo, nas comunidades autônomas indígenas a tecnologia é fator de inclusão, pois é acessível a todos, além de sustentável, reciclável e movida a energia limpa.

Voltando ao afrofuturismo, para conhecer um pouquinho mais desse movimento recomendo assistir a esse Ted Talks da escritora Nnedi Okorafor.

Golfinhos

“É um fato importante, e conhecido por todos, que as coisas nem sempre são o que parecem ser. Por exemplo, no planeta Terra os homens sempre se consideraram mais inteligentes que os golfinhos, porque haviam criado tantas coisas – a roda, Nova York, as guerras, etc. -, enquanto os golfinhos só sabiam nadar e se divertir. Porém, os golfinhos, por sua vez, sempre se acharam muito mais inteligentes que os homens – exatamente pelos mesmos motivos.

Curiosamente, há muito que os golfinhos sabiam da iminente destruição do planeta, e faziam tudo para alertar a humanidade; porém suas tentativas de comunicação eram em geral interpretadas como gestos lúdicos com o objetivo de rebater bolas ou pedir comida, e por isso eles acabaram desistindo e abandonaram a Terra por seus próprios meios antes que os vogons chegassem.

A derradeira mensagem dos golfinhos foi entendida como uma tentativa extraordinariamente sofisticada de dar uma cambalhota dupla para trás assobiando o hino nacional dos Estados Unidos, mas na verdade o significado da mensagem era: Até mais, e obrigado por todos os peixes.