Futurismo Indígena em Acelera SP

Futurismo Indígena em Acelera SP

O afrofuturismo é um movimento cultural e um ramo da ficção científica que imagina como seriam as sociedades africanas num cenário de alta tecnologia, mas sem perderem suas caraterísticas etno-culturais. Um exemplo do afrofuturismo pode ser visto na representação da fictícia nação de Wakanda no filme do Pantera Negra (baseado nos quadrinhos do personagem).

Inspirado pelo afrofuturismo, procurei em Acelera SP fazer um tipo de “futurismo indígena”. Com plena autonomia, os guarani-mbya foram capazes não só de se apropriarem da tecnologia existente, mas também de desenvolverem sua própria alta-tecnologia, sem com isso perderem suas características indígenas.

Em Acelera SP, enquanto o ultraliberalismo usou a tecnologia para acirrar a desigualdade social em São Paulo, nas comunidades autônomas indígenas a tecnologia é fator de inclusão, pois é acessível a todos, além de sustentável, reciclável e movida a energia limpa.

Voltando ao afrofuturismo, para conhecer um pouquinho mais desse movimento recomendo assistir a esse Ted Talks da escritora Nnedi Okorafor.

Acelera SP no Catarse

Acelera SP

Estou com um novo projeto de histórias em quadrinhos em campanha de financiamento coletivo no Catarse, trata-se de Acelera SP.

A história de Acelera SP é ambientando numa São Paulo alguns anos no futuro onde todos os serviços públicos foram privatizados e não há mais Estado. Iremos então acompanhar alguns personagens que vivem (ou sobrevivem) neste mundo onde o egoísmo e o individualismo se tornaram hegemônicos, no qual vidas humanas valem menos que propriedades materiais.

A revista terá formato 16cmx25cm, 28 páginas em off-set p/b, e capa colorida em couchê ilustrada por Gil Tokio. A arte das páginas internas é de Juliano Oliveria, que também é o desenhista da minha série Nova Hélade.

Se você curte distopias cyberpunk provavelmente gostará de Acelera SP. Se for esse o caso, apoie lá. =D