Comic Con Experience 2017

Cadu Simões - CCXP 2017

Dos dias 6 a 10 de dezembro eu estarei vendendo meus quadrinhos no Artists’ Alleys da CCXP. Dividirei a mesa C01 com o Juliano Kaapora.

Infelizmente Acelera SP não ficará pronta a tempo de ser lançada no evento, mas estarei lá com os meus outros quadrinhos, Homem-Grilo & Sideralman nº01, Nova Hélade – Gigantomaquia e Petisco Apresenta. E na compra de qualquer um desses quadrinhos você ainda ganha uma edição da Garagem Hermética de brinde.

Então se for a CCXP, dê uma passadinha na minha mesa, nem que seja apenas para bater um papo, pois adoro conversar com meus leitores. Até lá! =D

Dez Anos de Quarto Mundo

Dez Anos de Quarto Mundo

Neste sábado, dia 28, acontecerá na HQ em Foco um evento em comemoração aos 10 anos da fundação do Quarto Mundo, um coletivo de quadrinistas independentes que ajudei a criar em 2007 e que teve suas atividades encerradas em 2012.

O evento contará com feira de quadrinhos, debates, exposições e lançamentos. Você pode conferir a programação completa neste post que fiz no site do Petisco.

Vale a pena também ler esta matéria feita pelo Renato Lebeau para o site Impulso HQ no qual ele coleta relatos de alguns membros fundadores do coletivo e também de alguns profissionais que vivenciaram o surgimento do Quarto Mundo.

Então vejo você lá na HQ em Foco.

Bate Papo sobre Produção Independente na Monkix

Bate Papo e Lançamento na Monkix

No próximo dia oito de agosto acontece na loja Monkix o lançamento da revista Café Espacial nº 14, e junto haverá um bate papo com alguns quadrinistas que já colaboraram com a revista com o tema “Passado, Presente e Futuro da Produção Independente”.

E eu sou um desses quadrinistas convidados para esse bate papo, no qual pretendo falar sobre minha trajetória de 15 anos produzindo quadrinhos de forma independente, tanto impresso quanto digital. Além de mim, também farão parte desse bate papo André Diniz, Flavio Soares, Ebbios Lima, Eduardo Mendes, Sueli Mendes e Floreal Andrade.

Após o bate papo haverá uma sessão de autógrafos no qual irei autografar as minhas revistas em quadrinhos Homem-Grilo & Sideralman e Nova Hélade – Gigantomaquia.

O evento começa às 16h, e estão todos convidados.

O Fim do (Quarto) Mundo

Fim do Quarto Mundo.

Não faço mais parte do Quarto Mundo desde outubro de 2009. Uma série de fatores me levaram a sair do coletivo, mas o principal é que as funções que eu desempenhava lá dentro estavam me sobrecarregando, a ponto de não sobrar mais tempo hábil nem para minha produção pessoal. Dali pra frente continuei apenas ajudando o Quarto Mundo nas vendas dos quadrinhos em alguns eventos, mas já não tinha mais nenhuma relação na administração do grupo ou participação ativa dentro do coletivo.

O Quarto Mundo foi muito importante para o meu aprendizado como quadrinista, tanto pelo acertos, quanto pelos erros (os quais procuro não repetir no Petisco, o coletivo do qual agora faço parte). Não vejo seu fim como algo ruim, nem com tristeza, mas como uma jornada concluída.

A principal proposta do Quarto Mundo era ajudar a fortalecer um “mercado” de quadrinhos independentes que funcionasse em sinergia com o mainstream. E isso de fato aconteceu. A melhor amostra disso é o FIQ.

No primeiro FIQ que o Quarto Mundo participou, em 2007, havia, se não estou enganado, três estandes de quadrinhos independentes, sendo que um era o do Quarto Mundo, o outro o da Graffiti junto com outras publicações independentes de Belo Horizonte (e que mais tarde também iriam integrar o Quarto Mundo), e o terceiro era um estande reunindo a galera dos “Quadrinhos Dependentes” (mas ainda não com esse nome).

Já no último FIQ, de 2011, havia uns 10 estandes de grupos de quadrinistas independentes, e diversos outros que estavam com mesas, como foi o meu caso com o Petisco. Uma evolução e tanto, não?

Diante desse novo cenário, um grupo tão grande e com tantos membros como o Quarto Mundo (e que se tornou engessado justamente por seu tamanho) não faz mais sentido já que há diversos outros grupos ocupando o espaço nos eventos e alimentando a produção independente, como é o caso do próprio Petisco.

Ou seja, o Quarto Mundo pode ter acabado mas seus ideais continuam firmes e fortes em diversos outros coletivos independentes que continuam mantendo a produção de quadrinhos viva por todo Brasil, seja de forma impressa, ou online na Internet.

O Quarto Mundo está morto. Vida longa ao Quarto Mundo. =D

Parte da Revolução

Capa do livro A Revolução do Gibi de Paulo Ramos.

No dia 19 deste mês eu fui ao lançamento do novo livro do Paulo Ramos, A Revolução do Gibi – A Nova Cara dos Quadrinhos no Brasil, que aconteceu na Livraria HQMix (que saiu da Praça Roosevelt e agora está em novo endereço, ao lado da FAAP). Neste livro, Paulo Ramos faz uma compilação de alguns dos posts que ele publicou em seu Blog dos Quadrinhos.

A grande sacada do livro é a organização dos posts em capítulos temáticos (como super-heróis, mangás, adaptação literária, etc) e com o acréscimo de comentários posteriores que os contextualizam dentro do que estava acontecendo na época em que foram postados no blog. Deste modo, A Revolução do Gibi acaba se tornando um retrato bem completo do mercado de quadrinhos no Brasil na primeira década do século XXI.

E eu fico feliz de saber que sou um dos protagonistas desta “revolução”, tendo a minha ainda curta carreira de quadrinista registrada nesse livro, em especial no capítulo dedicado aos quadrinhos independentes. Lá é citado o meu trabalho com o Homem-Grilo, na revista Garagem Hermética, e como fundador do Quarto Mundo.

Aliás, o Paulo Ramos foi o primeiro jornalista a noticiar sobre o Quarto Mundo (antes mesmo da estreia oficial do coletivo), em uma reportagem para programa Metrópolis da TV Cultura. O Paulo, como bom jornalista, não fica esperando as notícias caírem no seu colo (ou fica apenas publicando release de editora). Ele vai atrás delas.

No período entre o fim de 2006 e começo de 2007, o Paulo estava quase sempre nos lançamentos independentes em São Paulo (a maioria acontecia lá na “Menor Livraria do Mundo” no “Jeremias, O Bar”, gerenciados pelo Gual e a Dani, e que depois viriam a abrir a Livraria HQMix). E por estar presente nos lançamentos, o Paulo acabou percebendo a “movimentação” que estava acontecendo entre os autores e grupos independentes e que iria culminar na fundação do Quarto Mundo.

Já vai fazer três anos que estou fora do Quarto Mundo (sai do coletivo em setembro de 2009). E por ter saído sem fazer estardalhaço, muita gente ainda pensa que faço parte do Quarto Mundo, e nem sabe que estou fora do coletivo há tanto tempo. Mas o período em que estive no Quarto Mundo foi de vital importância para a minha evolução como quadrinista. Aprendi muito, tanto com os acertos, e principalmente com o erros, os quais não pretendo voltar a cometer nos meus projetos seguintes.

Um deles, na verdade, já está em execução há um pouco mais de um ano, que é o Petisco. Assim como o Quarto Mundo, o Petisco também é um coletivo de quadrinistas, mas as semelhanças param por aí. Enquanto o foco do Quarto Mundo são os quadrinhos impressos, o foco do Petisco são os quadrinhos digitais (mas sem excluir também os impressos).

O Quarto Mundo é um coletivo aberto, em que qualquer um pode fazer parte e colaborar, mesmo se você ainda for um quadrinista iniciante, ou que ainda não tenha uma boa qualidade técnica (pois a ideia do Quarto Mundo é que, em contato com outros quadrinistas, trocando informações e vivenciando todas as funções da cadeia produtiva de um quadrinho, você possa evoluir e se aprimorar). o Petisco, por sua vez, é um coletivo fechado. Pretendemos abrir para novos integrantes em breve, mas ainda assim, não será algo aberto, e os candidatos ao Petisco terão que passar por uma avaliação técnica, artística e editorial.

Já meu outro projeto, e que ainda vai demorar mais um pouco pra virar realidade, será a minha editora. A ideia de criar uma editora, na verdade, será apenas para eu ter uma firma aberta pra conseguir viabilizar certas coisas que eu não consigo viabilizar como pessoa física, pois o processo de produção continuará no esquema independente, e sob a filosofia do “código aberto” e da cultura livre.

Bem, toda essa volta que dei foi na verdade pra dizer que, de minha parte, a “revolução” está apenas começando. Apesar de eu já publicar quadrinhos há 12 anos, ainda tenho uma longa estrada a trilhar, e muito ainda o que evoluir como quadrinista.

Mas estou otimista, e acredito que os próximos anos serão extremamente bons para o mercado de quadrinhos no Brasil, sobretudo para a produção nacional. E pretendo com certeza continuar sendo um dos personagem atuantes desta história.

E você?

Ps: O último episódio do excelente podcast Café com HQ contou com a minha participação, no qual eu falo sobre webcomics, direitos autorais, e diversos outros assuntos relacionados (ou não). Confere lá!